Resposta rápida: cartaz de oferta supermercado, em outubro de 2026, custa entre R$ 0,57 e R$ 1,56 por unidade só de material, conforme o método e o tamanho. No A3, formato mais usado em gôndola e ilha, o papel vai de R$ 0,68 (folha para impressora) a R$ 1,12 (cartaz pronto com “Oferta” impresso, em pacote de 25). A etiqueta eletrônica não entra nessa faixa: na Europa, cada uma custa de 5 a 6 euros, e no Brasil os fornecedores não publicam preço.
Todo comprador de mercado conhece a cena. A diretoria pede para cortar gastos com material de PDV, alguém sugere imprimir tudo na loja, outro defende o cartazista, e ninguém tem um número para colocar na mesa. Fornecedor de etiqueta eletrônica só passa valor em reunião. Gráfica trabalha por orçamento. E o tempo de quem escreve o cartaz quase nunca entra na planilha.
Este levantamento junta preços públicos de outubro de 2026 e coloca cinco formas de sinalizar preço na mesma régua: cartaz pronto, cartaz neutro com escrita manual, splash, impressão própria em A3 e A4 e etiqueta eletrônica. Cada número tem fonte e a conta fica aberta, para você refazer com os preços que paga hoje.
Por que o custo do cartaz pesa mais em 2026
Preço que muda exige cartaz novo, e em 2026 o preço do alimento mudou nos dois sentidos quase todo mês. Segundo levantamento da CNA com dados do IBGE, a alimentação no domicílio caiu 0,39% em junho depois de subir 1,65% em maio. Em julho, o recuo foi de 1,14%, e em agosto os preços do subgrupo caíram mais 0,61%. A prévia de setembro voltou a apontar alta: 0,38% depois de queda de 0,97% no mês anterior.
Para quem cuida da sinalização, isso significa mais trocas por mês, mais papel e mais horas de cartazista. E existe um risco que pouca gente coloca na conta: pela Lei 10.962/2004, quando há divergência de preço para o mesmo produto entre os sistemas de informação da loja, o consumidor paga o menor. Um cartaz esquecido com o preço da semana passada, se for menor que o do sistema, vira desconto involuntário no caixa.
O cartaz também tem efeito comprovado na venda. Um experimento de três meses publicado na Brazilian Business Review comparou a etiqueta padrão com cartazes de oferta e concluiu que estímulos maiores, como os cartazes, geraram mais vendas.
Por isso, a pergunta certa é: qual método entrega o cartaz certo pelo menor custo total, e não, se vale a pena ter cartaz. Se você quer entender como o cartaz ajuda o cliente a perceber o valor além do número, vale ler sobre a diferença entre valor e preço.
Cartaz de oferta supermercado: tabela de custo por método
A tabela abaixo mostra quanto custa o material de cada cartaz de oferta supermercado, em formatos equivalentes, com preços de tabela de 07/10/2026.
| Método | Material por unidade | O que ainda falta pagar | Velocidade de troca | Melhor uso |
| 1. Cartaz pronto “Oferta” (duplex) | A3: R$ 1,05 a R$ 1,12. A2: R$ 1,43 a R$ 1,56 | Caneta e tinta para produto e preço | Média | Ofertas semanais em qualquer setor |
| 2. Cartaz neutro + escrita manual | A3: R$ 0,73 | Tinta, pontas e o layout inteiro à mão | Mais lenta | Açougue, hortifrúti, peças com personalidade |
| 3. Splash Médio | R$ 0,57 a R$ 0,76 | Caneta para o preço | Rápida | Destaque em gôndola e ponta |
| 4. Impressão própria | A4: R$ 0,49 a R$ 0,52. A3: R$ 0,80 a R$ 0,86 (papel e tinta) | Impressora, manutenção, tempo de diagramação | Rápida em volume | Lojas com sistema de preços e muitas trocas |
| 5. Etiqueta eletrônica | 5 a 6 euros (referência europeia) | Antenas, software, integração, baterias | Quase imediata | Etiqueta de gôndola em redes maiores |
Como chegamos a esses números. Usamos o preço cheio do site da Casa do Cartazista em 07/10/2026, com pacotes de 100 unidades salvo indicação. No Pix, o site aplica desconto de 5%, o que reduz todos os valores na mesma proporção. A tinta da impressora foi estimada a partir de dados do fabricante, explicados no método 4.
Os 5 métodos, um por um
1. Cartaz pronto com “Oferta” impresso
É o cartaz que já chega com a chamada de oferta impressa, faltando só escrever o produto e o preço. No site, o pacote com 100 cartazes de oferta A3 em papel duplex sai por R$ 105,00, o de 25 unidades por R$ 28,00 e a versão colorida com 100 unidades por R$ 115,50. No A2, o pacote de 100 custa R$ 142,50 e o de 25 sai por R$ 39,00.
Conta pronta: R$ 1,05 por A3 em pacote de 100 e R$ 1,56 por A2 em pacote de 25. O papel duplex aguenta melhor a escrita com caneta e mantém a peça firme na gôndola.
A vantagem real está no tempo: o cartazista escreve duas informações em vez de montar o cartaz inteiro, e a loja fica com o mesmo padrão em todos os corredores. Se ainda tem dúvida sobre quando usar neutro, oferta ou temático, o guia de modelos de cartaz de preço separa cada caso.
2. Cartaz neutro com escrita manual
O neutro é a folha colorida sem nada impresso, e o cartazista cria tudo. No A3 amarelo, o pacote com 100 unidades em papel duplex custa R$ 73,00, ou R$ 0,73 por folha. É o papel mais barato entre os cartazes para escrita.
Falta somar a tinta, e aqui existe uma lacuna: nenhum fabricante publica quantos cartazes um refil rende. O que dá para saber é o preço do kit. Na loja, a caneta pôster de 10×15 mm custa R$ 71,00 e o refil de tinta Pit Stop de 50 ml sai por R$ 36,00, enquanto a versão de 200 ml custa R$ 86,00. Caneta recarregável dilui esse custo ao longo de meses, como mostramos no artigo sobre caneta recarregável x descartável.
O manual ainda tem defensores fortes. Em reportagem da SuperVarejo, uma cartazista com mais de 30 anos de profissão disse que prefere fazer à mão porque o cartaz chama mais atenção do que o feito na máquina.
No açougue e no hortifrúti, onde a letra grande e a cor viva fazem diferença, essa opinião tem base. Em tempos de muita tecnologia e pessoas passando quase o dia inteiro em frente a telas, quando elas estão no PDV uam tela não chama mais tanta atenção quanto o cartaz escrito a mão.
3. Splash
O splash é a peça recortada, com formato de estrela ou balão, que puxa o olho para um produto na prateleira. O Splash Promoção de 20×26,5 cm em duplex custa R$ 76,00 o pacote com 100, e o splash de Black Friday com aba, de 19×27 cm, sai por R$ 14,15 o pacote com 25. Por unidade: entre R$ 0,57 e R$ 0,76.
Splash não substitui o cartaz grande. Ele complementa. Funciona melhor na ponta de gôndola, colado à etiqueta de preço ou combinado com um cartaz neutro no meio da ilha. Ele é a sinalização perfeita para chamar atenção, ela atrai o olhar e ali mostra para o cliente que tem um super vantagem na compra.
4. Impressão própria em A4 e A3
Imprimir na loja parece o caminho mais barato, e no papel e na tinta geralmente é. O cartaz Aproveite A4 amarelo para impressora, em offset 120g, sai por R$ 43,00 o pacote com 100, e o cartaz Oferta A3 para impressora, também 120g, por R$ 68,00. Para preços pequenos, o cartaz Oferta amarelo A4 serrilhado em 4 partes custa R$ 47,00 o pacote com 100, o que dá R$ 0,12 por cartaz A6.
A tinta foi estimada a partir de dados do fabricante. A garrafa original Epson T544 preta, com 65 mL, rende até 4.500 páginas e estava à venda por R$ 67,38. Só que esse rendimento é calculado sobre 5% de cobertura em uma página A4, e diminui na mesma proporção quando a cobertura aumenta.
Um preço em número grande cobre bem mais que um texto comum. Considerando de 20% a 30% de cobertura (estimativa nossa), a tinta preta fica entre R$ 0,06 e R$ 0,09 no A4 e entre R$ 0,12 e R$ 0,18 no A3.
Somando papel e tinta: R$ 0,49 a R$ 0,52 no A4 e R$ 0,80 a R$ 0,86 no A3. Fora da conta ficam a impressora (A3 exige equipamento específico), a manutenção e o tempo de quem diagrama cada peça.
Para redes que querem o mesmo visual em todas as lojas, a Casa do Cartazista produz cartazes personalizados a partir de 1.000 unidades por modelo, com logomarca e cores da empresa. O tema aparece em detalhe no texto sobre cartazes personalizados e identidade visual.
Uma dica que a Casa do Cartazista dá é imprimir apenas uma ou duas cores na impressora e pegar os cartazes com fundo ou personalizados prontos. O custo com a tinta preta é muito menor que se você for imprimir todo o cartaz colorido, gasta-se muita tinta e consequentemente aumenta o preço do cartaz.
5. Etiqueta eletrônica
A etiqueta eletrônica é uma pequena tela na borda da prateleira que recebe o preço do sistema sem ninguém precisar trocar papel. Segundo a consultoria Slimstock, cada dispositivo custa entre 5 e 6 euros (equivalente a uma média de R$ 35,00 por etiqueta, sem considerar impostos) , e a Mercadona estimou cerca de 100 mil euros por loja para implantar.
A mesma análise aponta redução aproximada de 60% no tempo gasto com troca de preços e lembra que a bateria costuma durar cerca de cinco anos, depois disso é preciso trocá-la ou substituir a etiqueta.
No Brasil, a adoção cresce a partir de uma base pequena. A Selbetti informou que 85% dos contratos fechados neste ano pela sua unidade de varejo foram de etiquetas eletrônicas, com meta de chegar a 100 lojas equipadas até o fim de 2026. Nenhum fornecedor publica preço no país.
Um detalhe que costuma passar despercebido: a etiqueta eletrônica ocupa o lugar da etiqueta de gôndola. O cartaz grande da ilha promocional, o splash da ponta e a faixa do hortifrúti continuam em papel. Discutimos esse equilíbrio em o futuro dos cartazes: impressos x digitais.
O custo que não aparece na nota: o minuto de quem faz o cartaz
O papel mais barato pode sair caro se tomar muito tempo da equipe. Segundo o Portal Salário, com base no CAGED, um cartazista ganha em média R$ 2.087,95 por mês em jornada de 44 horas semanais. Dividindo por 220 horas mensais, dá cerca de R$ 9,49 por hora, ou R$ 0,16 por minuto, sem contar encargos.
Repare na escala. Cada minuto de produção custa quase o mesmo que um splash inteiro. Se um A3 neutro levar 5 minutos para ficar pronto (tempo hipotético, que varia muito com a experiência de cada cartazista), a mão de obra soma perto de R$ 0,80, mais que o próprio papel. No cartaz pronto, em que só o produto e o preço vão à mão, esse tempo cai, e a diferença de R$ 0,32 no material tende a se pagar. Certamente é um profissional que vale a pena ter na loja ou contratar freelancer para campanhas específicas.
DICA DA CASA DO CARTAZISTA:
Não sabe quanto tempo sua equipe gasta por cartaz?
Na próxima troca de ofertas, cronometre no celular 10 cartazes de cada tipo e divida o total por 10.
O ganho: você descobre o custo real de cada método na sua loja e para de decidir no chute!
E mandar fazer na gráfica digital, compensa?
Para oferta que muda toda semana, quase nunca. Uma referência pública ajuda a dimensionar: em compras da Universidade do Estado de Santa Catarina, o cartaz A3 colorido em couchê 115g saiu por R$ 3,40 a unidade na faixa de até 100 peças, e por R$ 1,80 na faixa de 101 a 500 unidades.
Não é um cartaz de supermercado, mas é o preço que um comprador profissional pagou por um A3 impresso sob encomenda, com prazo de produção. Mesmo na faixa maior, custa mais que o cartaz pronto de oferta. A gráfica digital faz sentido para peças de campanha com arte fechada e quantidade pequena, como uma ação de inauguração. Para o preço do dia, o prazo e o custo pesam contra.
Qual método faz sentido para o seu mercado
Não existe um vencedor para todas as lojas. O método certo depende de quantas trocas você faz por semana, de quem produz os cartazes e do tipo de setor.
- Mercadinho sem cartazista fixo: cartaz pronto de oferta em A3 e A4 mais splash. Quem cobre o caixa ou a reposição consegue escrever produto e preço em poucos minutos, e a loja mantém um padrão.
- Mercado com cartazista experiente: cartaz neutro e kit de escrita no açougue, no hortifrúti e na padaria, onde a letra feita à mão chama atenção; cartaz pronto nos corredores de mercearia, para ganhar tempo.
- Loja com sistema de preços e muitas trocas diárias: impressão própria em papel pré-impresso de 120g. O papel com a chamada já colorida economiza tinta, porque a impressora só coloca nome e preço em preto.
- Rede avaliando etiqueta eletrônica: faça a conta do investimento por loja e lembre que ilhas, pontas e campanhas sazonais continuam pedindo cartaz e splash.
Um cuidado vale para todos os perfis: erro de preço custa mais que qualquer papel. Antes de trocar de método, revise os erros comuns que o cartazista deve evitar, porque eles aparecem em qualquer formato.
Leve o comparativo para a prática
Saber quanto custa cada cartaz é o primeiro passo. O segundo é colocar esse material no lugar certo da loja, com a hierarquia visual que faz o cliente parar. O Guia do PDV de Alta Performance, e-book gratuito da Casa do Cartazista, mostra como usar a comunicação visual para vender mais todos os dias. Baixe o Guia do PDV de Alta Performance.
O que levar desta comparação
O material de um cartaz de oferta de supermercado custa centavos, e a diferença entre os métodos raramente passa de R$ 0,50 por peça. O que muda a conta é o resto: o tempo de quem produz, a impressora parada, o cartaz errado que obriga a cobrar o menor preço no caixa. Por isso a escolha mais barata no papel nem sempre é a mais barata no fim do mês.
Use a tabela como ponto de partida, refaça a conta com o preço que você paga e cronometre a sua equipe. Com esses três números, a conversa com a diretoria deixa de ser opinião e passa a ter base.
Perguntas frequentes
Quanto custa um cartaz de oferta de supermercado?
Em outubro de 2026, o material vai de R$ 0,57 (splash) a R$ 1,56 (cartaz pronto A2 em pacote de 25). No A3, só o papel fica entre R$ 0,68 e R$ 1,12, segundo preços públicos da Casa do Cartazista. Tinta e mão de obra entram por fora.
Imprimir cartaz na loja sai mais barato que comprar pronto?
No papel e na tinta, sim: o A3 impresso fica em torno de R$ 0,80 a R$ 0,86, contra R$ 1,05 do cartaz pronto em pacote de 100. A conta muda quando você inclui impressora A3, manutenção e o tempo de diagramar cada peça.
Qual a diferença entre cartaz neutro e cartaz de oferta?
O cartaz neutro é a folha colorida sem nada impresso, e o cartazista monta todo o layout. O cartaz de oferta já vem com a chamada impressa, e só falta escrever produto e preço. O neutro custa menos no papel; o de oferta economiza tempo.
Etiqueta eletrônica substitui o cartaz de oferta?
Ela substitui a etiqueta de gôndola, não o cartaz de destaque. Ilhas, pontas e faixas continuam em papel. Além disso, o investimento é alto: na Europa, de 5 a 6 euros por etiqueta e cerca de 100 mil euros por loja.
O que acontece se o preço do cartaz estiver diferente do sistema?
Pelo artigo 5º da Lei 10.962/2004, quando há divergência de preço para o mesmo produto, o consumidor paga o menor valor. Cartaz desatualizado pode virar desconto não planejado.
Vale a pena mandar fazer cartaz em gráfica?
Para ofertas semanais, raramente. Em compra pública recente, o A3 colorido em gráfica custou entre R$ 1,80 e R$ 3,40 por unidade, conforme a quantidade, acima do cartaz pronto de oferta.